Uma homenagem à mulher-mãe!

"E num dia de bendita magia, numa explosão de luz e flor, num parto sadio e sem dor, é capaz, bem capaz, que uma mulher da minha terra consiga parir a paz. Benditas mulheres." Rose Busko

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Paternidade em tempos de mudança

Da porta pra fora, a sociedade ainda não entendeu o papel do pai. Estimulam ele a "ajudar" como se ele não fosse parte importante do processo de cuidado. E quando a parte mais debilitante do pós-parto passa, eles acabam por julgar que já está tudo normal novamente e a "ajuda" deixou de ser necessária.

Mas eu começo perguntando quem define o normal? Porque como era antes nunca mais será e já passou da hora de todo mundo entender isso.

Para nós o processo de adaptação também é difícil, mas nós não somos ajuda - a gente "tem q" - ou ao menos é o que o mundo diz. Então ficamos e eles retomam, restando a estranheza.

De nós também sai o perigoso discurso da ajuda... na maioria das vezes mais por hábito, fato, mas palavras passam uma mensagem e é preciso ter cuidado com elas. Então antes de dizer "ele me ajuda bastante", se pergunte: é um ajudante que você espera à seu lado?

Lidando com casais ao longo dos anos, pude perceber que, na imensa e esmagadora maioria dos casos, o problema enfrentado pelos dois tem dois venenos:

De um lado a mãe sobrecarregada em suas tarefas do cuidado, muitas vezes debulhando frustração em lágrimas, quanto espera que o outro adivinhe seus pensamentos e suas expectativas sobre a participação do companheiro após o nascimento do bebê. Expectativas - o primeiro veneno. Ah, mas eu falo, peço e sempre tenho que repetir pq ele não faz nada voluntariamente... se você se pega respondendo assim, talvez tenha criado expectativas inclusive sobre que tipo de pessoa ele é.

Do outro lado o pai confortavelmente debruçado sobre àquele papel de omissão e ausência que a sociedade lhe permite e do qual ele nada fez para escapar. Zona de conforto - o segundo veneno. Ah, mas eu troco fralda, mas eu não tenho peito pra dar, mas eu dou banho... se você se pega argumentando assim, então já sabe que tá falhando - fica a dica.

Não, eu não tenho receita pronta e nem me pretendo dona da verdade - pra mim os aprendizados são provenientes do erro e da reflexão.

Mas a meu ver o duro e incrível caminho da maternidade e da paternidade deveria ser trilhado de braços dados com diálogos constantes e mútuos acordos. Profundas reflexões sobre o que um espera do outro e sobre que escolhas se pretende fazer ao longo do cuidar e educar desse novo ser que chega, mesmo antes dela ou dele chegar.

Porque acredite, as escolhas são muitas - e as divergências também serão.

domingo, 2 de setembro de 2018

Leite fraco ou pouco leite - e agora?

Praticamente todas as mães, em algum momento, se questionam se estão produzindo leite suficiente para seus bebês. E a dúvida fica maior ainda se o bebê requisita o seio mais vezes do que a mãe esperava ou se não se acalma depois de mamar.

E a impressão de que o leite é fraco ou insuficiente é frequentemente alimentada pela insegurança, tão comum desta fase, e pela falta de apoio que a maioria das mães precisa encarar. Esse combo triste tem levado muitas mulheres a complementar ou até desistir da amamentação.


sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Dia da Gestante por Patrícia Borde

15 de agosto foi o dia da gestante. Deixo aqui um registro do meu último dia de gestação. 

Na foto, um sábado lindo, azul, solar. Por dentro um misto de ansiedade e fascinação. Eu sabia que depois de 42 semanas e 2 dias de espera, estava bem perto de vivenciar o milagre do nascimento do amor mais profundo que eu viria a sentir. 

Esse dia durou muitas horas. Foi o desfecho de uma longa e difícil espera. 

Ter uma gestação saudável como tive não significa que tudo seja fácil e simples. Idealizar é o primeiro grande erro da maternidade e gera muitas frustrações. E não, a mulher não nasceu para ser mãe. Essa é a maior crueldade que se impõe às mulheres. 

A mulher precisa querer se tornar mãe. E isso precisa ser uma decisão de cada mulher. Uma escolha sobre sua vida e seu corpo. E quando ela aceita a empreitada da maternidade, ela vai ver o quão doloroso é. E o quão maravilhoso também. Ela aprende que existem dias bons e dias ruins, que ela não tem controle sobre tudo, que existe alguém mais importante que ela mesma que precisa tanto do seu amor e ela entende que é necessário cuidar de si e estar íntegra para partilhar o cuidado com o outro. 

O outro, um ser de luz que chega para virar sua vida pelo avesso e destruir todas as suas certezas. O outro que te ensina o poder da alteridade radical e te faz ver que o universo não gira ao redor do seu próprio umbigo, mas está sim conectado a ele por um cordão que alimenta, nutre, faz crescer e proliferar amor. 

Gestar é emprestar e dividir o seu corpo para outra pessoa poder viver. É a dor e a delícia de sentir seu coração pulsando fora do peito.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano

Na espécie humana a amamentação é não é um ato apenas biológico, mas sobretudo, sócio-cultural. Isso significa dizer que para amamentar, uma mulher precisa de apoio, incentivo e muitas vezes, também precisa de ajuda.

A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, além de coletar as doações de leite, que são então distribuídas para recém nascidos prematuros ou de baixo peso, oferece também atendimento gratuito para mulheres com dificuldades para amamentar. 

Além das unidades da RBLH, que estão espalhadas em diversas cidades em todo país, há também atendentes e consultores de amamentação espalhados pelo Brasil a fora e que fazem desde cursos de preparação para amamentação, até atendimentos domiciliares em caso de dificuldades.

Entenda os benefícios que amamentar pode trazer para seu bebê e até para sua família e em caso de necessidade, não deixe de procurar ajuda especializada.


quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Amamentação Real

Relato de Tatiana Simen

A #SemanaMundialAmamentacao está chegando e já vou me adiantando por aqui... 😉 Desejo desde já muuuuuuuuuuuuuuuito apoio às mamães e muuuuuuuito leite para as crias !!!!! 😍😍😍 #amorliquido #amoremgotas 😍😍

Sempre fui a favor da amamentação por todos os inúmeros benefícios para cria e p mãe. Agora, vivenciando esse universo bem mais de perto, percebo cada vez mais a necessidade de informação de qualidade para as mães. Toda mãe tinha que ser muito bem orientada ao invés de desestimulada como muitos amigos, familiares e até profissionais de saúde fazem. Muito triste isso... 😓

Amamentar é muito difícil!!!! Você tem que estar muito convicta e esclarecida. Chega ate a ser um ato de resistência principalmente se vc passar de 6 meses... Amamentar não é nada romântico, lindo e natural como aparece em filme ou televisão. E as pessoas não falam né?!. Dói!!! Mto!!!! Dói fisicamente e emocionalmente também. No inicio dói mais. Mas dói mesmo depois da amamentação estabelecida quando a cria mama mais ou morde por exemplo. E sempre tem alguém p falar alguma frase clássica desestimuladora como "mas vc tem leite?", "bebê tá c fome", "seu leite não vai sustentar", "tem que dar mamadeira", "dá chupeta que acalma", "dá fórmula que dorme", "mas vc nao dá nem uma frutinha", "Não dá água?!", etc etc. 🤔🤔🤔 Eu já ouvi tantas frases como profissional e agora como mãe que amamenta ... aff 😲😲 São inúmeras frases super legais (#sqn 😡😠) de se ouvir principalmente nos primeiros meses qdo vc já está nervosa, insegura e desestabilizada tendo a responsabilidade de um bebê nos braços. Claro que cada bebê e cada mãe tem históricos e realidades diferentes e alguns casos realmente a amamentação não acontece por inúmeros motivos. Mas esses motivos não deveriam incluir falta de informação e de orientação, né?! E também não deveria incluir tantos julgamentos... Desejo mais orientação de qualidade, menos criticas e julgamentos p as mamães e mais "tete" p as crias até qdo for bom p os dois. 

Lembrando que a recomendação do MS é leite materno exclusivo até os 6 meses e continuado até 2 anos ou mais.